Educação superior se transforma em aposta para mudar de vida

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Felizmente casos como o de Michael estão se tornando comuns no País: cada vez mais o brasileiro está valorizando o estudo para melhorar o padrão de vida. Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 95% da população considera a educação essencial ou muito importante para uma pessoa vencer na vida. Entre cinco opções possíveis, a educação superou capacidade, inteligência e talento (94%), trabalho duro (89%), conhecer as pessoas certas (82%) e nascer numa família rica (31%).

“A educação é ponto número um na agenda de competitividade do País”, afirma Renato da Fonseca, gerente de Pesquisa da CNI. “A ideia de que a educação ajuda a mudar de vida faz muito bem ao Brasil porque aumenta a pressão por uma educação de qualidade. As pessoas vão perceber que não basta somente um diploma.”

Os saltos de Michael para chegar à FGV foram ousados. Boa parte da vida escolar foi cursada em escola pública, no colégio estadual Miguel Munhoz Filho. “A escola é até boa na região. Mas, se quisesse dar passos maiores, teria de buscar outas alternativas.”

E ele buscou. Teve a ajuda de duas professoras, que montaram um “cursinho rápido”e o indicaram para projeto bolsa talento do Instituto Social Para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart), mantido pelo empresário Marcel Telles, um dos responsáveis pelo fundo 3G ao lado de Jorge Paulo Lemann e Beto Sicupira. Aprovado, passou a frequentar diariamente a Vila Nova Conceição, onde estudou no colégio Lourenço Castanho até ser aprovado na FGV. “Foi o grande momento de mudança na minha vida. Era uma nova escola, com ritmo muito mais forte.”

Movimento. Os números do Ministério da Educação confirmam que a procura pela educação tem crescido no Brasil. Entre 2001 e 2012, o número de matrículas na educação superior subiu de 3,062 milhões para 7,052 milhões. “Não há dúvida de que a variável mais importante para o crescimento social é a educação”, afirma o coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naercio Menezes. “As pessoas permanecendo mais tempo na escola aumentam de produtividade e conseguem elevar a das empresas.” Hoje, há um consenso entre economistas que o crescimento potencial do Brasil só será maior se a economia brasileira melhorar a produtividade. A relação entre anos de estudo e aumento salarial tem taxa de retorno alta no País, segundo Marcelo Neri, ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e presidente do Ipea. Para cada ano de estudo, o salário da pessoa sobe 15%.

Um levantamento do instituto também apurou a educação no topo da prioridade entre jovens de 15 a 29. A educação foi escolhida por 85,2% dos entrevistados. Na sequência, apareceram melhorias no serviço de saúde (82,7%) e acesso a alimentos de qualidade (70,1%).

Em outro recorte, levando-se em conta a opinião dos entrevistados com mais de 30 anos, a educação ficou em segundo lugar (80,5%), atrás da melhoria da saúde (86,6%).

“A classe C sempre foi apontada como sinônimo de consumo, cartão de crédito e carro. Mas eu acho que a letra c da classe c está mais para carteira de trabalho, e forçando até um pouco, para canudo”, afirma Neri.

Laércio Bento‘s insight:

95% da população acha que Educação é o item prioritário para a vida de todas as pessoas. Só é preciso entender que Educação de qualidade ‘não é canudo’ é conteúdo.

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